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Archive for the 'Uncategorized' Category

Tudo Isso Podcast 8 – Nada como um tempo após um contratempo

Tuesday, December 25th, 2007

Andei realmente relapso com o Tudo Isso Podcast. Um dos motivos é que Tudo Isso, a festa, está dando um tempo enquanto a Dinamáquina trabalha nas gravações.

Mas, no duro, isso não impede que eu monte aquela seleçãozinha de música boa pra colocar aqui. É relapsidão (existe isso?) minha mesmo. Assim sendo, vamos consertar isso agora – e como show da Dinamáquina só em 2008, resolvi fazer este podcast relembrando os shows da banda: todas as músicas aqui já apareceram nos nossos setlists em algum momento. É bom pra vocês terem uma geral do tipo de coisa que nos inspira a fazer Tudo Isso.

 

- One step beyond (Madness) – Aqui numa versão ao vivo, pra já entrar no clima. Quando ainda tínhamos o honorável Bernardo ocupando o posto de saxofonista da banda, fazíamos uma versão desta música cruzada com Get up, stand up. O andamento era o acelerado mesmo e o refrão da canção de Bob Marley sumia pra dar lugar ao tema do sax. Funcionava!

 

- Give ´em the boot (Rancid) – Se não me engano, a gente tocou essa música em nosso primeiro show, no Tá Na Rua, na Lapa – quando a banda nem tinha seu nome definido ainda. Acho que a gente cantou o refrão em espanhol, inclusive. E depois, ela voltou a aparecer no set de vez em quando.

 

- Ando meio desligado (Mutantes) – Essa já é mais recente no nosso repertório, andou aparecendo nos shows ao longo do ano. E foi uma versão que meio que, em boa parte, baixou na banda – o riff de guitarra e a linha de baixo, que meio que carregam a música, saíram do Marcos e do Radar de cara no estúdio, sem que a gente tenha parado pra estudar o que fazer em casa nem nada.

 

- Samba Makossa (Chico Science e Nação Zumbi) – Esta aparece como música incidental na nossa Dever de cidadão – uma das que estamos gravando agora. Chico surge gritando sobre a responsabilidade de tocar o seu pandeiro no meio da letra que fala justamente do dever do cidadão brasileiro de perder a linha no carnaval.

 

- A ordem é samba (Jackson do Pandeiro) – Uma tentativa sambista da banda, baseada na versão de Ney Matogrosso e Pedro Luís. Chegamos a tocar no nosso show no sarau do Pedro II, no início do ano, e depois parou de aparecer nos sets.

 

- Jorge Maravilha (Chico Buarque) – Já esta frequenta o repertório desde a nossa formação clássica (hehehe), com três guitarras, sax e tudo o mais. A idéia de fazer a versão foi do meu compadre Gabriel Folha, nosso antigo guitarrista e vocalista.

 

- Blue suede shoes (Elvis Presley) – Mais uma que entra nos shows como música incidental – no caso, no meio de outro conver, de Pelado, do Ultraje. O que tem tudo a ver, tendo em vista o quanto o Ultraje tem de rock dos tempos do Rei (não o Roberto, claro).

 

- Kung Fu (Acabou La Tequila) – O Tequila não deixa de ser uma inspiração pra Dinamáquina, por ter tido a mesma disposição de misturar de tudo e mais um pouco. Essa também aparecia nos shows no início da banda; hoje em dia, a deles que a gente toca de vez em quando é Eu era pop, que também está em CD do Autoramas.

 

- Anunciação (Alceu Valença) – Lembro de um show para o qual fomos convidados em Bangu, por um dono de bar que teve um CD nosso em suas mãos sei lá como. O cara nos chamou pra tocar junto com bandas que faziam basicamente covers de Capital Inicial, Pearl Jam e Guns n´Roses. A garotada tava toda lá esperando versões das músicas que tanto ouviam na Rádio Cidade da época, e começou a achar graça do nosso Alceu semi-punk. Pena que depois o som bizarro, com guitarra e baixo ligados no mesmo amp estourado, estragou tudo.

Listen Now:


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Tudo Isso Podcast 7 - Fascinante aberração

Friday, September 14th, 2007

Antes de mais nada: pra quem ainda não sabe, temos a quarta edição da festa Tudo Isso na próxima quarta-feira. Desta vez, a casa é nova: o Cinemathèque, em Botafogo. Uma estrutura bem melhor de som pra receber um convidado ilustre, o formidável Lasciva Lula.

Quarta-feira, 19/9 – Tudo Isso #004 Shows com Lasciva Lula e Dinamáquina Cinemathèque – Rua Voluntários da Pátria, 53 – Botafogo A partir das 21h Ingressos: R$15,00, ou R$10,00 com o nome na lista amiga

Pra colocar o nome na lista amiga, mada e-mail para bandadinamaquina@gmail.com . Ou então dá um pulo aqui: http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=25202212&tid=2554257732861727303&start=1

E agora, a nova edição do podcast, começando com a atração do dia 19:

A letra da canção desgovernada (Lasciva Lula) – É o exemplo do tipo de coisa que sai do mundo crânio de Felipe Schuery, um dos melhores letristas brasileiros da atualidade.

Maximilian Sheldon (Ultraje a Rigor) – De Felipe para Roger, outro grande letrista, em um estilo bem diferente. Essa é uma música desconhecida do Ultraje que eu sempre gostei, a ponto de ficar enchendo o saco durante o show deles inteiro pedindo aos berros, no saudoso Ballroom – anos depois teve gente pra quem eu contei a história e respondeu dizendo: “ah, era você aquele mala!”. Essa é a versão do Acústico MTV, que aliás é muito bom (de vez em quando acontece).

2A (Paralamas do Sucesso) – Do Ultraje para o Paralamas, outra remanescente dos anos 80. Tenho a impressão de que essa música andou tocando em rádio, não? Se não tocou, devia. Acho que é a minha preferida do Hoje, disco deles mais recente, que eu gosto bastante. Aliás, a notícia de que Paralamas e Titãs vão fazer uma turnê por aí tocando juntos, todo mundo no palco, é sensacional.

Underground Town (The Toasters) – Como 2A é um ska, aproveito pra emendar nessa linha. O Toasters é talvez a banda de ska mais famosa dentro do 2Tone, a segunda leva do estilo. E das minhas preferidas! Essa versão é do disco Live in London.

Life won´t wait (Rancid) – E aí um ska do Rancid. É difícil dizer A preferida deles pra mim, mas se fosse obrigado a escolher uma, era capaz até de ser essa. Esse disco, Life won´t wait, é hoje o meu preferido deles. Foi a época que resolveram ir à Jamaica mesmo pra gravar, colocar mais instrumentos nos arranjos, enfim. É foda.

Twins (Reggae B) – Se mantendo na linha Jamaicana. Sendo sincero, não sei de quem é essa música originalmente. A gravação é, se não me engano, de um show antigo do Reggae B no Ballroom (olha ele aparecendo aí de novo no texto). Conhecem o Reggae B, né?

Smokin´with some barbecue (Kermit Ruffins) – Esse é um que eu só conheci graças à viagem do Bernardo a New Orleans. Falou tão bem do cara – que, segundo um textinho que li por aí, “lembra a muitos um jovem Louis Armstrong” - que me deu vontade de ir atrás, e achei alguns vídeos no YouTube. Esse áudio aliás é tirado justamente de um desses vídeos; normalmente vídeo ao vivo lá tem áudio lamentável, mas esse tava bem razoável.

Sendo eu (Companhia Itinerante) – O climinha até tem meio a ver com o balanço do Ruffins, acho. É a minha música preferida do Companhia Itinerante, banda aqui do Rio que deu um tempo pra preparar o CD novo e não tem aparecido muito em shows por aí – na verdade, pelo que sei tão procurando baterista. Se alguém por aí estiver a fim…

Pelas tabelas (Chico Buarque) – Eu nunca tinha colocado Chico em podcast nenhum, né?

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Tudo Isso Podcast 6 - Pesa uma tonelada

Tuesday, August 7th, 2007

Antes de partirmos para o podcast, prestem atenção: a próxima festa Tudo Isso é esta sexta, 10/8, no Empório. Como de hábito, a Dinamáquina recebendo duas belas bandas e, nos intervalos, som nesse mesmo esqueminha que vocês ouvem por aqui: rock com samba com ska com funk com reggae com sei lá mais o quê. O serviço, pra vocês não darem mole de perder: Sexta • 10/8 • 23h • Tudo Isso #003 Com DINAMÁQUINA, The Feitos e Fanfarra Paradiso • Empório - Rua Maria Quitéria, 37 - Ipanema • Ingressos: R$8,00  

E agora, praquela meia-horinha de música selecionada:

Meu maracatu pesa uma tonelada (Nação Zumbi) – É a música arrasa-quarteirão do show da Nação. Ouvir no fone de ouvido é legal, mas a pressão da percussão ao vivo é outra coisa – se ainda não foi a um show deles, dê o seu jeito. Cadê Tereza (Originais do Samba) – A Nação – assim como boa parte das bandas que vieram de Pernambuco mais ou menos na mesma época e assim como, ahn, todo mundo – tem como grande influência Jorge Ben. Não há toa, tocam paralelamente o Sebosos Postizos, em que fazem versões zumbis de músicas do cara. E esta aí, do disco de 1969 do Originais do Samba, não só é do Jorge Bem como tem uma participaçãozinha dele lá pro final. Chiclete de hortelã (Mussum) – E pra quem não sabe, o Mussum – ele mesmo – era do Originais do Samba, antes de se tornar um dos Trapalhões. Mas este partido alto é de um disco solo dele, de 1978, chamado “Água benta”, altamente recomendado (acreditem!) e que tem participação até do Chico Anysio. Trombetas (The Feitos) – Entrando na onda de letras bem humoradas, é hora de aproveitar pra lhes apresentar uma música do novo disco do The Feitos, “Na cabeça da chorona”. Lembrando: esta sexta, dia 10, no Empório. O melhor mendigo do Mundo (Pingüins de Porta em Porta) – E mais uma de letra, ahn, inusitada. O Pingüins de Porta em Porta é de São Paulo e tá marcado como destaque no Tramavirtual. Mas sinceramente não sei como eles têm se virado por lá, troquei um ou dois e-mails com alguém da banda há um tempo atrás e nunca mais tive notícias. Mas gosto do som deles, despretensioso e com boas sacadas. Build the World (Aspo) – E aí passando pra outro ska, mas já levado mais a sério. Quem me apresentou foi o Léo (pra quem não sabe, baixista que toca comigo no Coquetel Acapulco), descoberta dele em uma dessas peregrinações internéticas do cara em busca de bandas de ska pelo Mundo. Pelo que descobri por aí, é uma big band francesa e o nome quer dizer About Some Precious Oldies – eles valorizam velharias jamaicanas, pois é. Is it because I´m black? (Ken Boothe) – E é o Léo que vive dizendo que o Ken Boothe deve ser o artista mais regravado por bandas de ska, clássicas ou mais novas. Jamaicano forte vindo da época do rocksteady, chegou a emplacar música em primeiro lugar na parada inglesa (“Everything I own”, em 1974). Essa música é um cover de Syl Johnson, que  eu tirei de um disco chamado “Darker Than Blue – Soul from Jamdown”, só com funks e souls regravados em versões meio reggae por diversos artistas. Jogos amorosos (Benflos) – E essa é só pra terminar rock mesmo. O Benflos é daqui do Rio mesmo e vive tocando por aí, embora eu ainda não tenha assistido a show deles. Mas as gravações são bem interessantes.  

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Tudo Isso Podcast 5 - A gente faz o que pod

Friday, July 20th, 2007

Yorugua (Songoro Cosongo) – O Songoro Cosongo começou se apresentando como bloco de carnaval em Santa Teresa – uma união de latinos e brasileiros misturando samba com outros ritmos latinos. Agora, lançaram o primeiro CD, “Misturado com cachaça fica muito bom”, de onde tirei esta música. Pra quem quer ver ao vivo, parece que tocam no Baixo Santa do Alto Glória, aqui no Rio, todo domingo. Andaram se apresentando no Democráticos também, com casa cheia (e, no último, até com participação do Carlinhos Brown – tá ficando séria a coisa).

April 29, 1992 (Sublime) – Do mesmo disco de onde saíram Santeria, Wrong way e What I got, das músicas mais conhecidas do Sublime. O CD é todo muito bom, mas essa é das minhas preferidas, mesmo.

Set things in motion (Patchanka) – Há um tempinho, dona Luisa mandou esse mp3 e perguntou se alguém tinha mais coisas da banda (que já contou com minha simpatia porque me lembrou do Mano Negra pelo nome). Eu não achei nada ainda, mas a música é muito boa, ska moderninho, do mesmo tipo que o Sublime anterior aí fazia bastante também.

Tekila Boogaloo (Acabou La Tequila) – Eu ia emendar o Patchanka com Mano Negra, mas aí lembrei que já botei eles antes no Tudo Isso (não que isso seja um grande impedimento). E nunca coloquei Acabou La Tequila, que é banda top na minha preferência e é parente espiritual da antiga banda de Manu Chão. Essa é do segundo CD, “O som da moda”. Pop pra caramba e muito,  muito boa. 

Pomo de Adão (Canastra) – Pra vocês verem como não tem grande impedimento pra repetir banda aqui… Seguindo o Tequila com a banda atual de seu vocalista, o Renatinho. Mas essa, já do CD novo, quem canta é o baixista Edu Vilamaior.

Strange uncles from abroad (Gogol Bordello) – Mais uma banda repetida, mas essa eu tô incluindo aqui só pra demonstrar um ponto que eu coloquei quando escrevi do CD do Canastra no meu blog: claro que eles têm muito do Squirrel Nut Zippers e outros swingers, mas tem outras coisas no meio que diferenciam – e de vez em quando acaba resvalando pra uma coisa meio parecida com o Gogol. Comparem o final de Pomo de Adão, com violino e tudo, com o clima dessa música. 

 Já é tarde (Bois de Gerião) – Mantendo-se no campo dos independentes, uma do disco anterior do Bois, de Brasília, com quem já tive a sorte de dividir palco duas vezes com o Coquetel. Eles agora tão meio parados – além de mudanças na formação da banda, teve gente entrando pro time dos papais também. Prometem voltar a maiores atividades em breve.

What a wonderful world (Joey Ramone) – Por falar em papais, I see babies cry, I watch them grow, na versão ramônica do grande clássico.

Funk até o caroço (B. Negão) – E passando do grande clássico de um negão para… o B. Negão. Ahn? Ahn?

When love comes to town (B. B. King e U2) – E do B. para o B. B. Ahn? Ahn? Ai ai.

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Próxima festa

Tuesday, July 10th, 2007

Enquanto vocês esperam a próxima edição do podcast, vou atualizando a agenda com a próxima edição da festa Tudo Isso:

:: 10/8 - Sexta - 23h - Tudo Isso #003 Com The Feitos, Dinamáquina e Fanfarra Paradiso Empório - Rua Maria Quitéria, 37 - Ipanema Ingressos: R$8,00

O The Feitos é das minhas bandas preferidas no Rio de Janeiro desde a primeira vez que ouvi a já crássica Disco do Roberto. Eles agora estão lançando o novo CD, Na cabeça da chorona, que já está tendo boa repercussão - foram resenhas legais em O Globo e O Dia, além dos elogios de Bruno Natal em seu blog Urbe. O som deles mistura Jovem Guarda, Graforréia, punk rock e letras com as melhores sacadas do mercado.

Abrindo os trabalhos, quem toca é a Fanfarra Paradiso, que se define como uma “oficina musical”. Com um naipe de sopros à frente, eles fazem um show instrumental misturando ska, jazz, rock, funk, música brasileira e som de big bands. Coisa boa de se ouvir e de se dançar.

E a Dinamáquina, cês sabem, é quem tem o mando de campo. Ska, samba, punk, surf, reggae - tudo isso, agora em processo de construção do novo CD.

Nos vemos lá! 

 

Sorria, meu bem - Tudo Isso Podcast 4

Wednesday, June 27th, 2007

Depois de um tempo de hibernação - um tanto por problemas pra fazer o upload do arquivo - segue aí a nova edição do podcast. Vejam que ele ficou pronto na época dos últimos shows do Los Hermanos e da vinda do Móveis pro Canecão…

Mazentão, ouve aí:

Sorria, sorria (Móveis Coloniais de Acaju) – A música é um exemplar do brega brasileiro, de autoria de Evaldo Braga. Esta versão foi gravada pelo Móveis para uma coletânea de covers do estilo, chamada “Eu não sou cachorro mesmo”. Também tem no CD faixas com Ramirez, Fernanda Takai, Érika Martins e outros.

Diamonds and guns (Transplants) – Reconhecem a música dos anúncios de shampoo, condicionador e adjacências da Garnier? Poizé. O Transplants é um dos projetos paralelos do Tim Armstrong, do Rancid, e lá fora os punks de plantão chiaram quando ele vendeu a música pra ser usada em comerciais.

Bang-bang (Paralamas do Sucesso) – Uma música esquecida no repertório da banda, do álbum Big Bang, de 1989 – o mesmo de Perplexo, Pólvora e Lanterna dos Afogados. Tem quantos anos isso? E a letra já falava de violência no Rio e tiroteio nos morros. Não é mole não.

Melissa (Los Hermanos) – Aproveitando o tempo que a banda resolveu dar… Para lembrar dos primórdios, uma música que nunca entrou nem nas fitas-demo deles. Essa é uma gravação só do Camelo tocando. Uma música com nome de mulher e letra romântica, como eles faziam tanto na época em que começaram.

Máscara negra (Los Hermanos) – A versão deles pra marcha de Zé Kéti deveria ter entrado no primeiro CD, mas acabou sobrando e nunca sendo lançada.

Ai que saudades da Amélia (Noite Ilustrada) – O clássico de Mário Lago. Essa versão é realmente muito boa, com violões e sopros dos melhores e o vozeirão de Noite Ilustrada – que fez sucesso gravando de Ataulpho Alves a Noel Rosa e morreu em 2003.

Musa da Ilha Grande (Mundo Livre S/A) – Fred04 é ou não é fã de Jorge Ben?

Zambação (Funk Como Le Gusta) – Meio que um ska instrumental, do CD “Roda de funk” – que tem coisas bem boas, como essa e a manjada 16 toneladas, e outras que eu já não gosto tanto.

Dr. Sabe Tudo / Vem fazer glu-glu (Orquestra Imperial) – Gravadas em um especial para a MPB FM, um dos momentos mais manjados por muito tempo no set da Orquestra – que tá lançando CD agora. Já ouviram? Estou curioso.

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Tentando achar uma solução (Tudo Isso Podcast 3)

Sunday, May 20th, 2007

Primeiro, um aviso: infelizmente, o espaço em disco para este podcast é limitado. Por isso, a primeira edição precisou sair do ar para que esta terceira entre. Se alguém por acaso tiver interesse em ter ela e não tiver baixado, fala aê que dá-se um jeito.

Assim sendo, vamos à listinha desta edição:

- Carinha triste (Autoramas) - Provavelmente a banda que mais trabalha entre as independentes do Rio, tão pra lançar CD por agora - mas essa música é um antigo crássico.

- Sloop John B (Beach Boys) - Como os Autoramas sempre beberam muito na surf music, a música seguinte é de uma das bandas que mais influenciou no estilo. E tirada do seu álbum mais famoso, o grande Pet Sounds.

-  Pra matar a fome (Lasciva Lula) - Na verdade, o Lasciva Lula foi quem me apresentou a música anterior, que eles costumavam tocar em seus shows. Esta deles é a música de trabalho do CD novo, Sublime Mundo Crânio, e vai ter seu clipe lançado esta semana no Cinemathéque, em Botafogo. Boa ocasião pra eu ir lá conhecer o lugar.

- Nunca diga (Graforréia Xilarmônica) - A banda gaúcha sempre foi uma das grandes influências do Lasciva, e essa música é tããão bonitinha!

- Sidi h´Bibi (Mano Negra) - A antiga banda de Manu Chao tem ali uma semelhança ideológica com a Graforréia - e o Acabou La Tequila, e outras bandas que não têm muito medo de colocar esquisitices em suas músicas. Essa aí, eu já li em algum lugar que é uma canção popular árabe, ou algo assim. Essa versão é de um CD ao vivo deles, que se não me engano foi gravado no Japão.

- Train in vain (The Clash) - Se não me engano de novo, o tal CD ao vivo do Mano Negra até tem uma versão de I fought the law, do Clash; as duas bandas têm bastante a ver. Essa versão de Train in vain também é ao vivo, do CD From here to eternity. Não se preocuparam em lançar auto-tune na voz do Strummer, como dá pra perceber.

- Red hot moon (Rancid) - Se você lançar Clash e Rancid juntos no Google, vai ver a quantidade de comparações que se faz entre as duas bandas. Os caras do Rancid são mesmo fãs confessos, bebem muito na fonte e têm a mesma intenção de misturar punk rock e sons jamaicanos. Esta música, do último CD deles (Indestructible), é uma amostra disso aí.

- Crazy (Slackers) - E aí entra-se mesmo no ska, que na Red hot moon é mais subentendido. Esta talvez seja a minha música preferida do Peculiar, último CD do Slackers.

- Black Market Man (Desorden Publico) - Pra fechar, os venezuelanos que eu conheci quando vieram ao Brasil ano passado, justamente pra tocar com o Slackers no Sesc Pompéia. Pena que não deu pra trazê-los pro Rio também.

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Quero ver a grande confusão (Tudo Isso Podcast 2)

Thursday, May 3rd, 2007

Mazentão, a idéia é fazer isso aqui de duas em duas semanas e, assim sendo, tá na hora do segundo programinha. Quase tudo que tá aqui rolou no intervalo da última festa, no Empório. Vamulá:

- Chiclete com banana (Gal Costa) - Essa é a melhor versão que eu já ouvi desta música de Gordurinha (que muitos pensam ser de seu parceiro, Jackson do Pandeiro). Gosto bastante da batida do tal samba-rock a que se chegou nesse arranjo, além dos metais e da própria interpretação da Gal, de quem nem sou lá muito fã.

- King of swing (Big Bad Voodoo Daddy) - De uma música que fala de misturas a um ritmo que se presta bem a esse tipo de coisa, o swing. Essa banda quem me apresentou foi o Leekee, e pra mim foi uma bela descoberta. De Nova York, formada em 92, eles por lá já tocaram até em intervalo de SuperBowl. Recomendada pra quem gosta de Squirrel Nut Zippers e adjacências.

- Meu capuccino (Canastra) - Aproveitando, uma amostrazinha de swing made in Brazil, de uma banda que é favorita de todo mundo que conhece.

- Deixa estar (Los Hermanos) - Amigos do povo do Canastra, os Hermanos foram das bandas que eu mais gostei de acompanhar a carreira, desde as fitas demo que eu ouvia no carro quando tava começando a dirigir até esse último CD mala - e, agora, com esse possível fim de carreira. Olhando agora, acho que o Bloco foi mesmo o melhor momento deles, com arranjos em que tudo ia se encaixando bem encaixado. Como nessa música, uma das minhas favoritas e que só os vi tocando ao vivo uma vez. Gosto muito da guitarra dela, do teclado, dos metais.

- Estação da Luz (Alceu Valença) - Já que coloquei um ska subvertido, coloco essa agora só procês imaginarem como não dava pra fazer algo assim desta aí. O lance é que esses ritmos nordestinos todos são muito baseados no contra-tempo, como o ska e o reggae. Já li em algum lugar que Luiz Gonzaga, ao ser apresentado ao reggae, o classificou como um “forrozinho safado”. Tem um parentesco aí. 

- Conceição (Zé Cafofinho e Suas Correntes) - Mantendo-se lá por Pernambuco, essa é uma banda que conheci por agora por estar participando do mesmo evento que o Coquetel Acapulco, o No Capricho Rio. A gente toca sexta agora e eles no sábado, e estou considerando a sério ir lá ver qualé a do show. Lembra meio Mundo Livre, um tanto do Nação Zumbi mais novo, mas numa onda mais cavaquinho que guitarra. E bem, o show é de grátis, é só imprimir o convite lá no site da parada e aparecer na Hípica.

- Segredos de Sumé (Jorge Cabeleira) - Já que estou em Recife mesmo… Achei essa semana um link pra baixar inteiro o Jorge Cabeleira E O Dia Em Que Seremos Todos Inúteis, um disco que foi muito dos meus preferidos lá pro ano de… 98? Sei lá. Vi eles tocando num Ballroom quase vazio, cheios de espinha na cara. Era um rock-nordestino de um jeito deles, numa época que era mole querer copiar Chico Science ou Fred04. Essa é a música mais porradinha do CD; quem canta, da banda, não é o vocalista mesmo, agora não lembro o que ele tocava - mas a vocal soa bem verde, ainda mais dividindo com a participação especial do Zé Ramalho. Recomendo!

- Punk rock song (Bad Religion) - Pra emendar uma pancada na outra e terminar por cima.

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Tudo Isso Podcast 1

Wednesday, April 18th, 2007

Eis aí a estréia do podcast Tudo Isso - que leva o mesmo nome da festa que a Dinamáquina, uma de minhas bandas, organiza e tem neste sábado sua segunda edição. Falo mais da festa mais na frente; primeiro, o que tem aí procês ouvirem. Dá mais ou menos uma meia horinha de música.

- Funky fire (Aggrolites) - O Aggrolites costuma se dedicar a ska/reggae/rocksteady, mas essa aí é um funk mesmo, como  o nome indica. E mesmo um pouquinho fora do que fazem mais, eles mandam bem.

- Wake up (Tim Armstrong) - Aí mais um pouco de Aggrolites, já que são eles que acompanham Tim Armstrong, o vocalista/guitarrista do Rancid, nessa música de seu projeto solo. A idéia desse projeto de Armstrong é ir soltando uma a uma as faixas do álbum na Internet, sempre de graça; mas até agora, só vieram duas, e essa aí é a mais recente. Pra quem não conhece os Aggrolites, essa é uma boa amostra do que eles fazem dentro dos ritmos a que mais se dedicam, só que com outro vocal à frente. A banda, aliás, é contratado do Hellcat, selo de Tim.

- Operação São Jorge (Djangos) - Passando de um ska para um rock, mas de uma banda que também anda muito aí por essa área do ska/dub etc. e tal. Essa música é da demo deles, que é a última coisa que lançaram “oficialmente” - estão agora gravando CD novo com produção do Yuka. Bom, eu sou fã deles mesmo e gosto especialmente das guitarras dessa música.

- Start wearing purple (Gogol Bordello) - Acho que poucas bandas se encaixariam mais no conceito “Tudo Isso” que Gogol Bordello, formado em Nova York por imigrantes ucranianos (ou algo assim). É uma mistureba danada, de punk, ska, rock, música cigana e sei lá mais o quê.

- Copacabana (Móveis Coloniais de Acaju) - E o Móveis tem tudo a ver com Gogol Bordello, inclusive pelas influências balcânicas (?) em comum. Ouçam um depois do outro e reparem só.

- Estive no País das Maravilhas (Baile Convulsão) - Passando de uma banda independente pra outra, mas essa do Rio de Janeiro - e tocam na nossa festinha esse sábado, 21/4,  no Empório. Essa música foi gravada ao vivo na apresentação deles no projeto Zimba Musical, no Teatro Ziembinski.

 - Ticket to ride (Beatles) - Segunda gravação ao vivo seguida no programinha; essa aí é live at the BBC. Não preciso apresentar a banda ou a música, preciso?

- Cerveja (Latuya) - A outra banda que toca com a Dinamáquina no Empório sábado. Música feliz, que já no primeiro acorde do teclado mostra uma cara Los Hermanos. Mas no bom sentido. :)

- É hoje (União da Ilha do Governador) - Pra acabar por cima, a gravação original do samba que muita gente foi conhecer mais tarde na versão da Fernanda Abreu. Mas eu sou mais o Aroldo Melodia cantando mesmo. Reparem na diferença de conceito entre a gravação de um samba enredo na época e as de hoje em dia. Não tem aquela coisa de querer parecer que tá na avenida, coros múltiplos, bateria gigante. Violão aparecendo bem e tudo.

 * * * *

E sobre a festa: a idéia é juntar sempre a Dinamáquina com outras duas bandas, sem se prender demais a linha ou estilo nenhum. A primeira foi com Hitlist e Djangos; essa agora é Latuya e Baile Convulsão. Nos intervalos, o som é nessa linha aí que vocês podem ouvir no podcast: rock, reggae, ska, samba, funk, clássicos, independentes. E vamo que vamo.

O serviço desta próxima edição:

:: Sábado, 21/4 - 23h30 - TUDO ISSO #002 Com DINAMÁQUINA, Latuya e Baile Convulsão Empório - Rua Maria Quitéria, 37 - Ipanema Ingressos: R$8,00

Pra ouvir a Dinamáquina, em suas antiiiigas gravações: www.tramavirtual.com.br/dinamaquina  

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