Saudades do galinho
March 3rd, 2009Homenagem a Zico, no dia de seu aniversário.
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Homenagem a Zico, no dia de seu aniversário.
Standard Podcasts [3:15m]: Play Now | Play in Popup | Download | Embeddable Player | Hits (33)Décima edição do podcast de frequência mais incerta da internet brasileira. Mas é isso aí, ele vem quando eu ouço alguma coisa que me dá vontade de colocar pros outros ouvirem, ou quando tem alguma coisa acontecendo que vale a pena dar uma destacada. Este podcast tem os dois casos; tem show maneiro pra se falar, tem gravação da Dinamáquina entrando nos finalmentes, tem bandas que conheci por agora e gostei bastante. Então:
Roll over Beethoven (Chuck Berry) – Começando com um clássico, já que o cara tá chegando por aí pra tocar no Brasil. Poucos influenciaram tanta gente quanto Chuck Berry.
Sexy + 17 (Stray Cats) – E Stray Cats é uma dessas bandas que bebe na obra do Chuck Berry. Ou não?
Sem ter medo (Robô Gigante) – Do rock clássico pra uma mistura com samba. O Robô Gigante, que eu descobri agora, vem lá do Sul e só lançou um EP até agora. O engraçado é que, pelo que li, só fizeram um show – no Rio de Janeiro, na Baratos da Ribeiro. Esse mundo moderno de hoje é muito engraçado.
Volta por cima (Noite Ilustrada) – Então eu fui de rock clássico pra rock com samba e daí pra samba clássico, vejam só. Acho que já coloquei num podcast anterior o vozeirão de Noite Ilustrada em outra manjadaça, Ai que saudades da Amélia. O cara mandava bem.
Capoeira mata um (Jackson do Pandeiro) – E aí do samba clássico pra um samba misturado – agora com forró. E ninguém fez essa fusão como Jackson do Pandeiro, que tem mil músicas regravadas por mil artistas. Mas essa é uma versão original, dele mesmo, de uma das suas mais conhecidas.
Pagode russo (Luiz Gonzaga) – E aí, já que entrou a mistura com forró, chega-se em Gonzagão, o clássico dos clássicos do estilo. Acabei de baixar os 3 CDs de uma caixa retrospectiva, 50 anos de chão, que vale muito a pena.
Wonderlust King (Gogol Bordello) – Então, como a música anterior falava em Rússia, Moscou etc. e tal, aproveito pra colocar Gogol Bordello pra tocar de novo – desta vez uma do Super Taranta, o disco mais recente. Tô mesmo empolgado com a vinda deles pro Brasil em outubro (e pensando no quanto isso vai me custar).
Haitian fight song (New York Ska-Jazz Ensemble) – E estes são outros que estão vindo pro Brasil – mas pra agora. Dia 29, domingo, estarão tocando no Odisséia - show que quem gosta de ska não pode perder, porque é aquele tipo de banda que não costuma mesmo vir pro Rio. E os caras são realmente bons. De quebra, estarei modestamente tocando na abertura da parada, com o Coquetel Acapulco. Dêem aqui uma olhada nos lugares onde os ingressos antecipados estão à venda.
A night in Tunesia (Rotterdam Ska-Jazz Foundation) – Fechando com outra banda nessa onda do ska-jazz. Essa é da Holanda e conheci recentemente, embora eles tenham começado a tocar em 1999. Bem bom também.
Standard Podcasts [29:44m]: Play Now | Play in Popup | Download | Embeddable Player | Hits (70)
Standard Podcasts [4:41m]: Play Now | Play in Popup | Download | Embeddable Player | Hits (27)
Standard Podcasts [2:18m]: Play Now | Play in Popup | Download | Embeddable Player | Hits (55)Tarda, mas não falha! Eis aí mais uma versão do Tudo Isso Podcast:
Salamaleque (Orquestra Imperial) – Uma das faixas do CD que eles lançaram ano passado, que é bem interessante mas não tocou muito por aí, acho, apesar do sucesso que eles fazem tocando pelo Rio. É engraçado que o iniciozinho da música lembra a trilha da Guerra dos Bichos, do Thiroux. Não?
Só o ôme (Noriel Vilela) – Uma coisa que me anima a fazer esse podcast é quando descubro alguma coisa por aí que me é nova – dá vontade de mostrar. Noriel Vilela só é novo pra mim mesmo, e ainda assim mais ou menos. Trata-se do homem por trás de 16 Toneladas, que toca tanto nas festas brazookas da vida na versão do Funk Como Le Gusta (que lamentavelmente troca o Flamengão pelo Timão na letra) – só que eu não sabia. E essa música mesmo que escolhi aqui eu conheci de uma chamada do Sportv, ou do Premiere, não lembro bem.
Saravando Xangô (Noriel Vilela) – E mais uma dele, agora num tema que aparece bastante no disco que arrumei pra baixar: a umbanda, com a percussão dando o clima junto com o vozeirão grave do cara.
Tabu (Ska Cubano) – Ouvindo a anterior, eu na mesma hora me lembro dessa, também com percussão, vozeirão e divindades afro, do Ska Cubano (na verdade, de uma autora cubana, Margarita Lecuona – descobri isso tentando pesquisar a letra por aí, quando o Coquetel começou a tocar a música). Ifá, Oxum, Obatalá, Xangô e Iemanjá é o ataque que eles escalam no refrão.
Minha menina (Slackers) – Como entrei no ska, aproveito pra colocar a versão do Slackers para Minha menina, do Jorge Ben, que eles provavelmente conheceram via Mutantes. Lembro de quando eles tocaram essa no show no Teatro Odisséia, justamente na hora que eu tava colado no palco a caminho do banheiro. Sensa! A gravação é do disco The Boss Harmony Sessions.
Virgínia (Bois de Gerião) – E aí passando pra mais uma versão de música dos Mutantes (tá, a anterior não é deles, mas vocês entenderam a idéia). O Bois é das bandas que me são mais simpáticas das que andam por aí. Essa versão tá no último disco, Interestelar.
Besta é tu (Novos Baianos) – De Mutantes para os Novos Baianos, outra banda que fazia suas doideiras experimentando todo tipo de mistureba. Esse disco deles, o Acabou Chorare, é mais do que clássico – parece uma coletânea, de tão bom.
Raiva contra Oba-Oba (Djangos) – O grande hit underground dos caras, que deu nome ao primeiro e já distante CD. Ouvindo ele agora, acho legalzinho, mas beeeem abaixo do que eles fazem hoje – mesmo esta música, que eu gosto muito, fica bem melhor ao vivo hoje em dia do que esta gravação, que não deixa de ser bem legal. Mas o lance mesmo é esperar sair o tal do CD que eles estão gravando com o Yuka.
Indios de Barcelona (Mano Negra) – E uma banda que tem referências em comum e que eu sei que o Marco e o pessoal do Djangos se amarra. Patchanka for everybody!
Standard Podcasts [28:23m]: Play Now | Play in Popup | Download | Embeddable Player | Hits (49)Andei realmente relapso com o Tudo Isso Podcast. Um dos motivos é que Tudo Isso, a festa, está dando um tempo enquanto a Dinamáquina trabalha nas gravações.
Mas, no duro, isso não impede que eu monte aquela seleçãozinha de música boa pra colocar aqui. É relapsidão (existe isso?) minha mesmo. Assim sendo, vamos consertar isso agora – e como show da Dinamáquina só em 2008, resolvi fazer este podcast relembrando os shows da banda: todas as músicas aqui já apareceram nos nossos setlists em algum momento. É bom pra vocês terem uma geral do tipo de coisa que nos inspira a fazer Tudo Isso.
- One step beyond (Madness) – Aqui numa versão ao vivo, pra já entrar no clima. Quando ainda tínhamos o honorável Bernardo ocupando o posto de saxofonista da banda, fazíamos uma versão desta música cruzada com Get up, stand up. O andamento era o acelerado mesmo e o refrão da canção de Bob Marley sumia pra dar lugar ao tema do sax. Funcionava!
- Give ´em the boot (Rancid) – Se não me engano, a gente tocou essa música em nosso primeiro show, no Tá Na Rua, na Lapa – quando a banda nem tinha seu nome definido ainda. Acho que a gente cantou o refrão em espanhol, inclusive. E depois, ela voltou a aparecer no set de vez em quando.
- Ando meio desligado (Mutantes) – Essa já é mais recente no nosso repertório, andou aparecendo nos shows ao longo do ano. E foi uma versão que meio que, em boa parte, baixou na banda – o riff de guitarra e a linha de baixo, que meio que carregam a música, saíram do Marcos e do Radar de cara no estúdio, sem que a gente tenha parado pra estudar o que fazer em casa nem nada.
- Samba Makossa (Chico Science e Nação Zumbi) – Esta aparece como música incidental na nossa Dever de cidadão – uma das que estamos gravando agora. Chico surge gritando sobre a responsabilidade de tocar o seu pandeiro no meio da letra que fala justamente do dever do cidadão brasileiro de perder a linha no carnaval.
- A ordem é samba (Jackson do Pandeiro) – Uma tentativa sambista da banda, baseada na versão de Ney Matogrosso e Pedro Luís. Chegamos a tocar no nosso show no sarau do Pedro II, no início do ano, e depois parou de aparecer nos sets.
- Jorge Maravilha (Chico Buarque) – Já esta frequenta o repertório desde a nossa formação clássica (hehehe), com três guitarras, sax e tudo o mais. A idéia de fazer a versão foi do meu compadre Gabriel Folha, nosso antigo guitarrista e vocalista.
- Blue suede shoes (Elvis Presley) – Mais uma que entra nos shows como música incidental – no caso, no meio de outro conver, de Pelado, do Ultraje. O que tem tudo a ver, tendo em vista o quanto o Ultraje tem de rock dos tempos do Rei (não o Roberto, claro).
- Kung Fu (Acabou La Tequila) – O Tequila não deixa de ser uma inspiração pra Dinamáquina, por ter tido a mesma disposição de misturar de tudo e mais um pouco. Essa também aparecia nos shows no início da banda; hoje em dia, a deles que a gente toca de vez em quando é Eu era pop, que também está em CD do Autoramas.
- Anunciação (Alceu Valença) – Lembro de um show para o qual fomos convidados em Bangu, por um dono de bar que teve um CD nosso em suas mãos sei lá como. O cara nos chamou pra tocar junto com bandas que faziam basicamente covers de Capital Inicial, Pearl Jam e Guns n´Roses. A garotada tava toda lá esperando versões das músicas que tanto ouviam na Rádio Cidade da época, e começou a achar graça do nosso Alceu semi-punk. Pena que depois o som bizarro, com guitarra e baixo ligados no mesmo amp estourado, estragou tudo.
Standard Podcasts [27:32m]: Play Now | Play in Popup | Download | Embeddable Player | Hits (60)Antes de mais nada: pra quem ainda não sabe, temos a quarta edição da festa Tudo Isso na próxima quarta-feira. Desta vez, a casa é nova: o Cinemathèque, em Botafogo. Uma estrutura bem melhor de som pra receber um convidado ilustre, o formidável Lasciva Lula.
Quarta-feira, 19/9 – Tudo Isso #004 Shows com Lasciva Lula e Dinamáquina Cinemathèque – Rua Voluntários da Pátria, 53 – Botafogo A partir das 21h Ingressos: R$15,00, ou R$10,00 com o nome na lista amiga
Pra colocar o nome na lista amiga, mada e-mail para bandadinamaquina@gmail.com . Ou então dá um pulo aqui: http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=25202212&tid=2554257732861727303&start=1
E agora, a nova edição do podcast, começando com a atração do dia 19:
A letra da canção desgovernada (Lasciva Lula) – É o exemplo do tipo de coisa que sai do mundo crânio de Felipe Schuery, um dos melhores letristas brasileiros da atualidade.
Maximilian Sheldon (Ultraje a Rigor) – De Felipe para Roger, outro grande letrista, em um estilo bem diferente. Essa é uma música desconhecida do Ultraje que eu sempre gostei, a ponto de ficar enchendo o saco durante o show deles inteiro pedindo aos berros, no saudoso Ballroom – anos depois teve gente pra quem eu contei a história e respondeu dizendo: “ah, era você aquele mala!”. Essa é a versão do Acústico MTV, que aliás é muito bom (de vez em quando acontece).
2A (Paralamas do Sucesso) – Do Ultraje para o Paralamas, outra remanescente dos anos 80. Tenho a impressão de que essa música andou tocando em rádio, não? Se não tocou, devia. Acho que é a minha preferida do Hoje, disco deles mais recente, que eu gosto bastante. Aliás, a notícia de que Paralamas e Titãs vão fazer uma turnê por aí tocando juntos, todo mundo no palco, é sensacional.
Underground Town (The Toasters) – Como 2A é um ska, aproveito pra emendar nessa linha. O Toasters é talvez a banda de ska mais famosa dentro do 2Tone, a segunda leva do estilo. E das minhas preferidas! Essa versão é do disco Live in London.
Life won´t wait (Rancid) – E aí um ska do Rancid. É difícil dizer A preferida deles pra mim, mas se fosse obrigado a escolher uma, era capaz até de ser essa. Esse disco, Life won´t wait, é hoje o meu preferido deles. Foi a época que resolveram ir à Jamaica mesmo pra gravar, colocar mais instrumentos nos arranjos, enfim. É foda.
Twins (Reggae B) – Se mantendo na linha Jamaicana. Sendo sincero, não sei de quem é essa música originalmente. A gravação é, se não me engano, de um show antigo do Reggae B no Ballroom (olha ele aparecendo aí de novo no texto). Conhecem o Reggae B, né?
Smokin´with some barbecue (Kermit Ruffins) – Esse é um que eu só conheci graças à viagem do Bernardo a New Orleans. Falou tão bem do cara – que, segundo um textinho que li por aí, “lembra a muitos um jovem Louis Armstrong” - que me deu vontade de ir atrás, e achei alguns vídeos no YouTube. Esse áudio aliás é tirado justamente de um desses vídeos; normalmente vídeo ao vivo lá tem áudio lamentável, mas esse tava bem razoável.
Sendo eu (Companhia Itinerante) – O climinha até tem meio a ver com o balanço do Ruffins, acho. É a minha música preferida do Companhia Itinerante, banda aqui do Rio que deu um tempo pra preparar o CD novo e não tem aparecido muito em shows por aí – na verdade, pelo que sei tão procurando baterista. Se alguém por aí estiver a fim…
Pelas tabelas (Chico Buarque) – Eu nunca tinha colocado Chico em podcast nenhum, né?
Antes de partirmos para o podcast, prestem atenção: a próxima festa Tudo Isso é esta sexta, 10/8, no Empório. Como de hábito, a Dinamáquina recebendo duas belas bandas e, nos intervalos, som nesse mesmo esqueminha que vocês ouvem por aqui: rock com samba com ska com funk com reggae com sei lá mais o quê. O serviço, pra vocês não darem mole de perder: Sexta • 10/8 • 23h • Tudo Isso #003 Com DINAMÁQUINA, The Feitos e Fanfarra Paradiso • Empório - Rua Maria Quitéria, 37 - Ipanema • Ingressos: R$8,00
E agora, praquela meia-horinha de música selecionada:
Meu maracatu pesa uma tonelada (Nação Zumbi) – É a música arrasa-quarteirão do show da Nação. Ouvir no fone de ouvido é legal, mas a pressão da percussão ao vivo é outra coisa – se ainda não foi a um show deles, dê o seu jeito. Cadê Tereza (Originais do Samba) – A Nação – assim como boa parte das bandas que vieram de Pernambuco mais ou menos na mesma época e assim como, ahn, todo mundo – tem como grande influência Jorge Ben. Não há toa, tocam paralelamente o Sebosos Postizos, em que fazem versões zumbis de músicas do cara. E esta aí, do disco de 1969 do Originais do Samba, não só é do Jorge Bem como tem uma participaçãozinha dele lá pro final. Chiclete de hortelã (Mussum) – E pra quem não sabe, o Mussum – ele mesmo – era do Originais do Samba, antes de se tornar um dos Trapalhões. Mas este partido alto é de um disco solo dele, de 1978, chamado “Água benta”, altamente recomendado (acreditem!) e que tem participação até do Chico Anysio. Trombetas (The Feitos) – Entrando na onda de letras bem humoradas, é hora de aproveitar pra lhes apresentar uma música do novo disco do The Feitos, “Na cabeça da chorona”. Lembrando: esta sexta, dia 10, no Empório. O melhor mendigo do Mundo (Pingüins de Porta em Porta) – E mais uma de letra, ahn, inusitada. O Pingüins de Porta em Porta é de São Paulo e tá marcado como destaque no Tramavirtual. Mas sinceramente não sei como eles têm se virado por lá, troquei um ou dois e-mails com alguém da banda há um tempo atrás e nunca mais tive notícias. Mas gosto do som deles, despretensioso e com boas sacadas. Build the World (Aspo) – E aí passando pra outro ska, mas já levado mais a sério. Quem me apresentou foi o Léo (pra quem não sabe, baixista que toca comigo no Coquetel Acapulco), descoberta dele em uma dessas peregrinações internéticas do cara em busca de bandas de ska pelo Mundo. Pelo que descobri por aí, é uma big band francesa e o nome quer dizer About Some Precious Oldies – eles valorizam velharias jamaicanas, pois é. Is it because I´m black? (Ken Boothe) – E é o Léo que vive dizendo que o Ken Boothe deve ser o artista mais regravado por bandas de ska, clássicas ou mais novas. Jamaicano forte vindo da época do rocksteady, chegou a emplacar música em primeiro lugar na parada inglesa (“Everything I own”, em 1974). Essa música é um cover de Syl Johnson, que eu tirei de um disco chamado “Darker Than Blue – Soul from Jamdown”, só com funks e souls regravados em versões meio reggae por diversos artistas. Jogos amorosos (Benflos) – E essa é só pra terminar rock mesmo. O Benflos é daqui do Rio mesmo e vive tocando por aí, embora eu ainda não tenha assistido a show deles. Mas as gravações são bem interessantes.
Yorugua (Songoro Cosongo) – O Songoro Cosongo começou se apresentando como bloco de carnaval em Santa Teresa – uma união de latinos e brasileiros misturando samba com outros ritmos latinos. Agora, lançaram o primeiro CD, “Misturado com cachaça fica muito bom”, de onde tirei esta música. Pra quem quer ver ao vivo, parece que tocam no Baixo Santa do Alto Glória, aqui no Rio, todo domingo. Andaram se apresentando no Democráticos também, com casa cheia (e, no último, até com participação do Carlinhos Brown – tá ficando séria a coisa).
April 29, 1992 (Sublime) – Do mesmo disco de onde saíram Santeria, Wrong way e What I got, das músicas mais conhecidas do Sublime. O CD é todo muito bom, mas essa é das minhas preferidas, mesmo.
Set things in motion (Patchanka) – Há um tempinho, dona Luisa mandou esse mp3 e perguntou se alguém tinha mais coisas da banda (que já contou com minha simpatia porque me lembrou do Mano Negra pelo nome). Eu não achei nada ainda, mas a música é muito boa, ska moderninho, do mesmo tipo que o Sublime anterior aí fazia bastante também.
Tekila Boogaloo (Acabou La Tequila) – Eu ia emendar o Patchanka com Mano Negra, mas aí lembrei que já botei eles antes no Tudo Isso (não que isso seja um grande impedimento). E nunca coloquei Acabou La Tequila, que é banda top na minha preferência e é parente espiritual da antiga banda de Manu Chão. Essa é do segundo CD, “O som da moda”. Pop pra caramba e muito, muito boa.
Pomo de Adão (Canastra) – Pra vocês verem como não tem grande impedimento pra repetir banda aqui… Seguindo o Tequila com a banda atual de seu vocalista, o Renatinho. Mas essa, já do CD novo, quem canta é o baixista Edu Vilamaior.
Strange uncles from abroad (Gogol Bordello) – Mais uma banda repetida, mas essa eu tô incluindo aqui só pra demonstrar um ponto que eu coloquei quando escrevi do CD do Canastra no meu blog: claro que eles têm muito do Squirrel Nut Zippers e outros swingers, mas tem outras coisas no meio que diferenciam – e de vez em quando acaba resvalando pra uma coisa meio parecida com o Gogol. Comparem o final de Pomo de Adão, com violino e tudo, com o clima dessa música.
Já é tarde (Bois de Gerião) – Mantendo-se no campo dos independentes, uma do disco anterior do Bois, de Brasília, com quem já tive a sorte de dividir palco duas vezes com o Coquetel. Eles agora tão meio parados – além de mudanças na formação da banda, teve gente entrando pro time dos papais também. Prometem voltar a maiores atividades em breve.
What a wonderful world (Joey Ramone) – Por falar em papais, I see babies cry, I watch them grow, na versão ramônica do grande clássico.
Funk até o caroço (B. Negão) – E passando do grande clássico de um negão para… o B. Negão. Ahn? Ahn?
When love comes to town (B. B. King e U2) – E do B. para o B. B. Ahn? Ahn? Ai ai.
Enquanto vocês esperam a próxima edição do podcast, vou atualizando a agenda com a próxima edição da festa Tudo Isso:
:: 10/8 - Sexta - 23h - Tudo Isso #003 Com The Feitos, Dinamáquina e Fanfarra Paradiso Empório - Rua Maria Quitéria, 37 - Ipanema Ingressos: R$8,00
O The Feitos é das minhas bandas preferidas no Rio de Janeiro desde a primeira vez que ouvi a já crássica Disco do Roberto. Eles agora estão lançando o novo CD, Na cabeça da chorona, que já está tendo boa repercussão - foram resenhas legais em O Globo e O Dia, além dos elogios de Bruno Natal em seu blog Urbe. O som deles mistura Jovem Guarda, Graforréia, punk rock e letras com as melhores sacadas do mercado.
Abrindo os trabalhos, quem toca é a Fanfarra Paradiso, que se define como uma “oficina musical”. Com um naipe de sopros à frente, eles fazem um show instrumental misturando ska, jazz, rock, funk, música brasileira e som de big bands. Coisa boa de se ouvir e de se dançar.
E a Dinamáquina, cês sabem, é quem tem o mando de campo. Ska, samba, punk, surf, reggae - tudo isso, agora em processo de construção do novo CD.
Nos vemos lá!